VA x Watts?

A dúvida abaixo, bem interessante, veio do Pedro:

“Comprei um estabilizador que indica a potência em VA, porém meu computador tem potência em Watts, qual a diferença e como fazer o cálculo?”

Pedro, para esta dúvida, vou ser bem prático e te passar um artigo do Guia do Hardware. A diferença entre VA e Watts está no que chamamos de fator de potência. Todo equipamento elétrico e eletrônico tem um fator de potência, mas para fins de cálculo em computadores, podemos considerar o mesmo como 0,66.

Portanto, um estabilizador de 600VA consegue fornecer 600 x 0,66 = 396Watts aproximadamente. Lógico que devemos considerar uns 10% como margem de segurança.

Clique aqui para acessar o artigo para mais informações.

Impressora em baixa corrente?

Esta dúvida veio do José Tércio:

“Tenho uma impressora que necessita de uma corrente de 950 mA, porém comprei uma fonte de 700 mA. A impressora liga normalmente, porém quando vai imprimir, o cartucho falha e a tinta preta naum sai. Pode ser problema no cartucho ou algo em relação a corrente?”

Amigo, o problema pode estar ocorrendo por um dos motivos, ou por ambos. Primeiramente é importante entendermos que, diferentemente da tensão (que pode variar até 10% acima e abaixo do valor nominal sem causar danos aos equipamentos eletrônicos), a corrente pode causar sérios danos mesmo com uma pequena variação.

Impressoras matriciais e jato de tinta consomem muito menos energia do que impressoras maiores a laser, por este motivo, estas menores vem as vezes com uma fonte própria, já adequada ao seu uso. Porém, impressoras mais “parrudas”, muitas vezes não acompanham fonte, sendo necessário um cuidado maior na hora de ligá-las. Só para ilustrar, uma impressora a laser de pequeno porte consome 250W e uma jato de tinta 40W.

Tomando como exemplo a impressora a laser acima, destinada aos escritórios, é recomendável que se tenha um estabilizador de no mínimo 450VA dedicado a mesma (ver meu post sobre a diferença entre VA e Watts). Portanto, notamos que ligar esta impressora em um estabilizador comum de 300VA junto com um computador e monitor não é nada interessante.

Voltando a pergunta, o problema pode estar sendo causado pela diferença de corrente, visto que seu equipamento necessita de 105Watts (ligado em 110V) e você está fornecendo 82Watts, o que é uma diferença brutal para este tipo de aparelho. Para piorar, sua fonte está correndo sério risco de queimar, principalmente quando a impressora estiver sendo utilizada (momento de maior consumo). Porém, é importante ressaltarmos que um problema de energia pode causar diversos tipos de situações na impressora, desde o que está acontecendo até a absolutamente nada.

Para que possamos tentar resolver o problema, a primeira coisa é adequar a fonte para o que a impressora necessita, evitando problemas futuros. Somente após isto (se o problema persistir) é que poderemos ter uma confirmação de qualquer defeito no cartucho. Se a impressora for recém-comprada, desconfie mais ainda do problema de energia.

Notebook custo x benefício?

A dúvida abaixo veio do amigo José Tércio e também da Fernanda:

“Karlão, o que devo olhar para comprar notebooks com melhor custo benefício?”

Pessoal, esta é uma dúvida bem complexa, tentarei responder da melhor maneira possível. Quando pensamos em computador, temos que analisar as 5 principais características:

1) Processador
2) Memória
3) Disco Rígido
4) Placa de Vídeo
5) Acessórios

Já com notebooks, podemos basicamente trocar o item 4) por um item muito importante: Dimensões (Peso e Tamanho). Vou tentar explicar o que verificar em cada um dos itens:

– Processador: A regra não é simples. Existem inúmeros modelos de processadores para notebook, tanto da Intel quanto da AMD. Porém, quando se compara resultados de desempenho, a Intel supera consideravelmente com seus processadores Celeron e Core 2 Duo. Portanto, sugiro que vocês escolham notebooks que tenham estes processadores. Verifiquem também meu outro post sobre a diferença entre Celeron e Core 2 Duo.

– Memória: A regra aqui já é simples. Quanto mais memória, melhor! Corram de notebooks com menos de 512Mb de memória. Eu recomendo até mesmo um mínimo de 1GB, principalmente se o mesmo vier com Windows Vista.

– Disco Rígido: Um item muito importante que as vezes passa despercebido. Para quem pretende utilizar o notebook como o único computador e gosta bastante de músicas, vídeos, filmes, jogos, downloads, etc, o que comumente chamamos de “power users”, procure notebooks com discos maiores que 80GB’s. Para quem não tem este costume, HD’s de 60GB’s ou 80GB’s atendem perfeitamente. Não recomendo discos menores que estes valores. Um outro item que pode ser levado em consideração é a velocidade do disco. A grande maioria dos notebooks de baixo custo, vem com discos de 5400RPM, porém existem modelos com 7200RPM que tem um ganho de performance bem considerável, vale a pena verificar.

– Placa de vídeo: Esta não tem tanta relevância para os notebooks. Deve-se ter atenção especial com este item, somente se você tem interesse em jogar os jogos mais novos e modernos, para isto procure notebooks com placas de vídeo Geforce ou ATI.

– Dimensões: Aqui temos talvez o item mais importante na escolha de um notebook. O tamanho é algo que depende muito do gosto. Tem pessoas que não se importam com um “trambolhão”, tem outras que querem mesmo é um notebook minúsculo. Um detalhe importante na verificação do tamanho é a famigerada tela. Telas de 15″ (ou maiores) convencionais ou widescreen tendem a tornar o notebook maior e mais pesado. Telas de 14″ deixam o notebook um pouco menor, mas não influenciam muito no peso. Telas menores ainda, pertecem a uma gama de notebooks chamados de “super-portáteis”. Estes notebooks possuem preços bem elevados e por isso não entram na nossa “pesquisa” de custo benefício. Já falando em peso, procure sempre notebooks mais leves, pois dão mais mobilidade e conforto. Acima de 2,8kg já podemos considerar os equipamentos relativamente pesados.

– Acessórios: Para finalizar, evite comprar notebooks com baterias de 4 células. 6 células é um número ideal, acima disso, temos um aumento muito grande de peso e pouca melhora na duração. Recomendo também equipamentos que tenham gravadora de DVD. Outros acessórios como leitor de cartões de memória e webcam também agregam bastante valor. Por fim, obviamente a conexão wireless é obrigatória.

Vocês podem me perguntar: “E a marca?”. Bom, existem inúmeras marcas de notebooks, algumas mais famosas, outras mais genéricas. O que deve ser verificado aqui é com relação a garantia, suporte pós-venda e confiabilidade. Marcas como HP, DELL, Sony, Toshiba tendem a ser mais confiáveis e ter mais aceitação. Porém marcas como: Acer, AmazonPC e Positivo estão ganhando seu espaço no mercado. Confira o site do fabricante para verificar informações sobre o suporte ao produto (manuais, drivers, atendimento, etc) e também sobre garantia.

Abaixo vou recomendar algums modelos de notebooks por faixa de preço e com bom custo x benefício:

até R$ 1.700,00
– HP Compaq C710 – R$ 1.699,00 – Submarino
– Itautec W7635 – R$ 1.699,00 – Submarino
– Dell Vostro 1000 – R$ 1.599,00 – Site Dell

de R$ 1.700,00 a R$ 3.000,00
– Dell Vostro 1500 – R$ 2.199,00 – Site Dell
– HP Compaq T2310 – R$ 2.299,00 – Extra
– Positivo V146 – R$ 2.599,00 – Submarino

Feliz Natal!

Desejo a todos os leitores um Feliz Natal cheio de alegria, paz, prosperidade e saúde. Aproveito para agradecer também a todas as dúvidas enviadas por vocês e também ao apoio que foi me dado para a criação e manutenção deste blog.

Abraços,
Karlão

Potência real na fonte?

Uma dúvida bem interessante veio do César:

“Quando vou comprar uma fonte de computador, algumas vem escrito potência real e as outras não, qual a diferença?”

Os fabricantes de fontes genéricas, costumam colocar a potência de seus equipamentos como sendo a máxima que este consegue alcançar, esta é geralmente chamada de potência nominal e não é um número muito confiável, serve apenas para camuflar a potência correta da fonte.

Já as fontes de fabricantes mais conhecidos (Thermaltake, OCZ, Coolermaster, etc) listam a potência de suas fontes como sendo a potência real, o que nada mais é que a potência correta que estes equipamentos fornecem, portanto um número bem mais confiável. O ideal é comprar fontes que apresentam a potência real e assim adequar corretamente a sua necessidade.

Sugiro também a leitura de um artigo bem interessante do Gabriel Torres neste link aqui.

Em um próximo post estarei passando algumas dicas de como escolher a potência correta de fonte para seu computador, o que hoje em dia é uma etapa muito importante para evitar demais problemas.

Modem ADSL + Hub ?

A dúvida abaixo veio do Emerson:

“Existe o equipamento da D-Link ou outra marca que tenha as funções modem adsl, roteador e hub todos juntos?”

Todo mundo sabe que os modems adsl geralmente só tem uma porta Ethernet e permitem ligar somente um computador. È fato também que a maioria desses modems tem suporte a configuração em router ou bridge (vide meu post sobre o assunto). O que muita gente faz é ligar um hub nesta porta única e assim torna-se possível dividir a conexão entre mais computadores.

O que pouca gente sabe é que existem equipamentos (da D-Link inclusive) que fazem a função de modem adsl e hub ao mesmo tempo. Eles nada mais são que modems com portas ethernet adicionais (geralmente 4 portas). Existem ainda outros modelos que além das funções de modem adsl e hub, também fazem a função de roteador wireless, facilitando ainda mais.

Respondendo a sua pergunta, listo abaixo dois modelos de equipamentos D-Link que fazem estas funções todas juntas e sem maiores problemas:

D-Link DSL-G604T (Modem ADSL + Hub + Wireless)
D-Link DSL-504T (Modem ADSL + Hub)

P.s.: Antes de realizar a compra é importante verificar junto a provedora do adsl sobre a compatibilidade destes aparelhos com serviço de internet banda larga.

Memória virtual no Windows?

A pergunta abaixo veio do Vandré:

“Como faço para alterar o tamanho da memória virtual no Windows?”

Primeiro vamos explicar o que é a tal memória virtual no Windows. Esta memória é um recurso utilizado pelo sistema operacional para liberar mais memória física (a memória normal do seu computador) e para casos de consumo excessivo de recursos.

Funciona da seguinte maneira: quando os serviços, aplicativos, programas, etc que estão rodando no seu Windows passam a ocupar toda a memória física, o sistema operacional passa a utilizar um arquivo, chamado de paginação, que fica alocado no seu disco rígido para simular uma memória “extra”. Porém, como o acesso ao disco é muito mais lento que o acesso a memória física, isso prejudica a performance do computador e geralmente indica que você precisa de mais memória.

Porém, independente da quantidade de memória e de aplicativos rodando, o Windows utiliza parte do arquivo de paginação para otimizar sua performance. O que ele faz é pegar serviços que não estão sendo utilizados no momento e enviar para a memória virtual (arquivo de paginação), assim ele consegue liberar mais espaço na memória física. Devido a isso, o arquivo de paginação deve existir e de nenhuma forma pode ser removido do computador.

Existem inúmeros documentos na internet que explicam teorias mirabolantes de qual deve ser o tamanho ideal do arquivo de paginação. Eu particularmente prefiro utilizar uma regra mais simples e ao mesmo tempo eficiente. O arquivo de paginação deve ser o dobro da sua memória física. Portanto, se você tem 1GB de RAM o arquivo de paginação deve ter 2GB.

Outra dica interessante é deixar o tamanho do arquivo de paginação fixo, para que o Windows não gaste processamento para ficar adequando seu tamanho quando necessário. Isso ajuda a melhorar a performance do computador. Para as configurações do arquivo de paginação no Windows 2000 e XP, basta clicar com o botão direito no ícone do Meu Computador e depois em “Propriedades”.

Na nova tela, acesse a aba “Avançado” e dentro da área de Desempenho, o botão “Configurações”. Nesta outra tela, clique na aba “Avançado” e em seguida no botão “Alterar”. Agora estamos na tela de configuração do arquivo de paginação. Por padrão o Windows mantém o arquivo de paginação na unidade C: e em um tamanho variável. Caso você tiver uma segunda partição (D: por exemplo) sugiro que vc desabilite o arquivo de paginação da unidade C: e defina o mesmo na unidade D: com tamanho fixo. Isto também ajuda a melhorar a performance.

Para isto, na tela de configuração, clique na unidade C: e marque a opção “Sem arquivo de paginação”. Depois clique na unidade D: e marque a opção “Tamanho personalizado” e digite o tamanho mínimo e máximo como sendo o dobro da sua memória física (no nosso exemplo, 2GB seriam 2048 em ambos os campos). Clique no botão “Definir” e em seguida no botão “OK”. Clique “OK” novamente e uma última vez no “OK” e pronto, o Windows irá pedir para ser reiniciado. Após o boot, você verá um arquivo pagefile.sys com 2GBs na sua unidade D:.

P.S.: Esta explicação também é válida para o Windows Vista.

Disquete de boot no Windows 2000/XP?

A dúvida abaixo veio do Fábio:

“Como que eu crio discos de inicialização no Windows 2000 e XP?”

O Windows 2000 e o XP não tem aquela opção simples de criar disco de inicialização pelo Adicionar/Remover programas. Mas existem outros métodos para se fazer o procedimento.

No Windows 2000 os disquetes de inicialização (que são 4 no total) são criados através de um aplicativo localizado dentro do CD de instalação do mesmo. Acesse a pasta Bootdisk e através do prompt de comando, execute “makeboot a:” (sem as aspas). O aplicativo irá solicitar os 4 disquetes e fará o procedimento de criação.

Já no Windows XP a Microsoft disponibiliza o download do aplicativo que cria os disquetes (6 no total) através dos links: Windows XP Home, Windows XP Professional. Após o download, basta executar o programa e ele irá realizar a criação dos disquetes.

Erro de memória?

A dúvida veio do Paulo:

“Comprei uma memória nova pro computador, porém depois que ela foi instalada o Windows não para de dar erros aleatórios e tela azul. O que eu faço?”

Amigo, um dos componentes que mais gera problemas no computador é a memória. É fato dizer que grande maioria dos erros de tela azul do Windows são derivados de problemas na memória. Devido a fatores como: forma de armazenamento na loja, forma de segurar, compatibilidade, defeito de fábrica, dentre outros, estes componentes dão enormes dores de cabeça.

Muitas vezes as lojas armazenam as memórias de qualquer forma, uma sobre as outras, jogadas, sem a devida proteção. Por se tratar de um componente bastante sensível, a memória deve ser tratada com devido cuidado, armazenado na sua embalagem original anti-estática, segurada pelas bordas, etc.

Com relação a sua pergunta, existe grande chance do seu problema ser a nova memória. A primeira coisa a se fazer é verificar se a memória comprada é compatível com seu computador (ver meu post sobre este assunto). Caso ela seja compatível, temos então que realizar alguns testes. Para isto vamos usar o programa memtest86. Este programinha realiza inúmeras verificações na memória do computador e tem uma acertividade muito grande. Podemos dizer que se o memtest detectar um erro, é 99,99% garantido que sua memória realmente esteja com defeito.

Falo isso porque já peguei alguns casos (raros) em que o memtest começou a apresentar problema, depois parou. Porém seu índice de acerto é extremamente alto, portanto ele é um programa extremamente confiável. Faça o download do mesmo no site oficial: http://www.memtest86.com/. Baixe a versão pré-compilada para CD ou Disquete (caso seu pc ainda possua unidade de disquete, recomendo esta versão pois é mais simples).

Feito o download, execute o programa (ou grave um CD com a imagem, no caso desta versão). Ele irá criar um novo disquete/CD bootável com o memtest já instalado. Feito isto, reinicie seu computador e de um boot pelo disquete (ou CD). O programa irá iniciar automaticamente, não sendo necessário fazer mais nada a não ser esperar.

O teste dura em média 2 horas. porém a maioria dos erros são detectados logo nos 5 primeiros minutos . Você vai identificar os erros quando começarem a aparecer linhas vermelhas na parte de baixo da tela. Caso isso não aconteça nos primeiros minutos, sugiro que você deixe o programa rodando até o final para garantir. Este programa é o mesmo que a grande maioria das assistências técnicas e lojas utilizam, o que pode facilitar o processo de troca.

Caso o memtest não detecte nenhum problema, você pode fazer um procedimento muito simples e que as vezes ajuda bastante. Retire os pentes de memória do computador e passe uma borracha (de escola mesmo) nos conectores (pequenos dentes de metal que se encaixam no slot da placa-mãe) do pente. Isto ajuda a limpar a ferrugem e sujeira acumulada nos conectores e pode evitar ou acabar com maiores problemas. Só não se esqueça de soprar todo o pó da borracha antes de conectar a memória novamente.

Gráficos personalizados no Excel 2007?

A dúvida abaixo veio da Priscilla:

“Como fazer gráficos personalizados no Excel 2007?”

Esta funcionalidade do Excel 97, 2000, XP e 2003 nos permitia fazer gráficos fora do padrão, como por exemplo um gráfico com barras e linhas, ou um diagrama de Pareto por exemplo. Porém, no Excel 2007, os gráficos personalizados foram removidos, só temos agora os gráficos padrões do Excel.

Para resolver esse problema, precisamos personalizar manualmente um gráfico padrão. A figura abaixo nos ajuda a entender melhor:

Untitled-1

Usaremos esta tabela como exemplo. Selecione todos os dados (meta e diferença), vá até a área de criação de gráfico (Inserir – Gráficos) e gere um gráfico de barras normal. Após isso, vamos personalizar este para transformar em um diagrama de Pareto como exemplo.

Selecione uma das colunas no gráfico e clique em “Alterar Tipo de Gráfico de Série”. Escolha o tipo “Linha” e pronto! Agora você tem um diagrama simplificado de Pareto. Para outros tipos de personalizações você pode “brincar” com estas opções básicas.

MTU na conexão sem fio?

A dúvida veio do Fabrício:

“Tenho um modem adsl ligado a um roteador wireless, e meu notebook acessa esta rede sem fio. Alguns sites estão funcionando normalmente, outros (como o hotmail e msn) estão apresentando problemas, o que posso fazer?”

Fabrício, esse é um problema de inúmeras soluções, pois podem existir diversos elementos causadores. O primeiro passo é verificar se não existe nenhuma regra de firewall ou filtro de conteúdo configurado no modem adsl ou no roteador wireless. Estes fatores sao responsáveis por grande parte destes tipo de erros.

Um outro ponto a se verificar é o próprio firewall do Windows ou um outro tipo de software de proteção da internet que estiver instalado. Verifique se o mesmo não está fazendo nenhum tipo de bloqueio ou filtro. Uma dica interessante é antes de mais nada, desabilitar completamente estes softwares para ver se o problema persiste.

Se nenhuma destas soluções adiantar, você pode tentar algo mais drástico. Quando se liga equipamentos diversos em rede (modem adsl, roteador wireless, computador, etc) o pacote de dados passa por diversos caminhos até chegar ao destino. Quanto mais equipamentos entre o seu computador e o destino, mais “hops” (saltos) o pacote vai sofrer.

Em cada um desses saltos, existe um tipo de configuração de rede diferenciada. Uma destas configurações (existente na sua placa de rede, no roteador, no modem, etc) é o MTU (Maximum Transmission Unit). O MTU nada mais é que um número em bytes que indica o tamanho máximo do pacote que pode passar por aquele caminho. Por padrão, a maioria dos dispositivos de rede são configurados com um MTU máximo, de 1500 bytes.

Se durante o caminho do pacote, existir uma configuração de MTU diferenciada (ou mesmo um erro de configuração) o pacote vai assumir sempre o menor MTU existente. O protocolo PPPoE (usado nas conexões adsl) tem por característica, diminuir o valor do MTU padrão. Esta divergência de MTUs nos caminhos da rede, podem gerar certas inconsistências na comunicação e como no caso da pergunta, erros ao entrar em sites.

Uma possível solução deste problema é reduzir o MTU do seu roteador wireless (o primeiro equipamento de rede após seu computador). Para isso, acesse a configuração do seu roteador e na seção de WAN, reduza o MTU de 1500 para 1400. Reinicie o roteador e veja se o problema foi resolvido. Não existe perda de performance perceptível ou problemas mais sérios com essa redução, mas este tipo de solução deve ser utilizada somente como última alternativa para resolver o problema.

Comparação de preço!

Uma dica rápida para as compras de Natal. Antes de comprar online é sempre importante comparar preços entre as diversas lojas disponíveis na internet. Para isso existem alguns sites que facilitam o serviço. Um deles é o Buscapé que realiza a pesquisa em milhares de lojas cadastradas e organiza todas por preço, confiabilidade, etc.

Outro site interessante é o Bondfaro que também pesquisa em milhares de lojas, possui filtragem por faixa de preço, confiabilidade, recomendações de clientes, etc. Vale a pena conferir ambas as ferramentas antes de fazer sua compra.

Câmera digital com melhor custo/benefício?

A dúvida agora é da minha amiga Lúcia:

“Karlão, qual a melhor câmera digital para comprar visando custo/benefício?”

Lulu, esta pergunta é bem complicada de responder. Mas vou me esforçar ao máximo. Quando compramos uma câmera digital, de qualquer faixa de preço, temos que nos atentar para alguns detalhes importantes:

1) Resolução (quantidade de megapixels);
2) Zoom óptico;
3) Tamanho da câmera e da tela;
4) Tipo de alimentação;
5) Opções técnicas;

Falando em resolução a regra é simples. Quanto maior, melhor. Uma câmera de 7Mpixels produz fotos com qualidade relativamente melhor que uma câmera e 5Mpixels. É fato que acima de 3Mpixels e diferença é imperceptível, mesmo quando impressas em tamanho padrão (15×10). Porém em impressões com tamanho maior (20×25 por exemplo) já é possível perceber as diferenças mais claramente.

O zoom óptico é uma funcionalidade excencial para quem busca uma câmera dinâmica, que possa ser usada em qualquer lugar. Este tipo de zoom se difere do zoom digital, pois ele aproxima do objeto sem perder a qualidade da imagem. Um valor de 3x de zoom óptico já atende bem qualquer necessidade.

Para quem procura câmeras com ótimo custo/benefício está procurando portabilidade. Então quanto menor e mais leve, melhor e mais fácil de carregar. Já o tamanho da tela ajuda bastante na hora de tirar as fotos e escolher os melhores ângulos. Para estes casos temos tamanhos ideais em 2″ ou 2,5″ (polegadas).

O tipo de alimentação é algo que muita gente não liga, mas que pode ser um diferencial muito importante. A grande maioria das câmeras vem com pilhas e as vezes também o carregador e isto não é nada prático. Ficar carregando 4, 6 até 8 pilhas junto com a câmera e revezando as mesmas no carregador é sempre algo muito chato. Alguns modelos vem com uma bateria própria (geralmente com mais carga) e carregador próprio, isto facilita o transporte e fica mais prático na hora de dar carga.

Por último temos as opções técnicas. São diversas opções relevantes que devem ser verificadas e analisadas antes de se escolher um modelo. Não entrarei em detalhes de cada uma. Dentre elas podemos citar: velocidade do obturador, sensibilidade ISO, estabilizador de imagem, gravação de vídeo, tipo de lente, etc.

Abaixo indico três modelos de câmeras digitais com ótimo custo/benefício:

Kodak EasyShare C763 – R$ 699,00
Sony Cybershot S650 – R$ 699,00
Canon Powershot A550 – R$ 699,00

P.s.: Não podemos esquecer que todas as câmeras precisam também de um cartão de memória. Para estas câmeras, cartões acima de 512Mb atendem muito bem.

Qual memória comprar?

A dúvida abaixo veio do Claytin:

“Quero por mais memória no meu computador, como descubro qual o modelo certo comprar?”

Quando você vai comprar uma memória, algumas assistências técnicas solicitam que você leve o computador para que eles possam verificar qual o modelo correto. E grande parte dessas assistências comete o erro de verificar o modelo “correto” através da memória já existente (que pode já não ser a ideal) e não através das descrições da placa-mãe e barramentos.

A maioria dos computadores suporta vários modelos e marcas de memória, não sendo necessária tanta precisão, porém é sempre interessante comprarmos a memória mais adequada. Para que você mesmo possa fazer isso, usaremos um software muito interessante, chamado Everest Ultimate Edition!

O software tem licença shareware com 30 dias de uso, porém, como só queremos ver alguns detalhes da memória do computador, não é necessário adiquirir o mesmo. O interessante do Everest é que além de descobrirmos o barramento correto da memória, podemos ver inúmeras outras características do computador e aprender com isso.

Após a instalação do software acesse a área de Placa-mãe – Placa-mãe. Do lado direito da tela, temos a área de Propriedades da memória do Bus – Clock Efetivo. O número aqui representa a velocidade que sua a controladora de memória da placa-mãe trabalha. O ideal seria ter uma memória com a mesma velocidade.

Neste computador temos um barramento de 333Mhz e memória DDR SDRAM. Portanto basta ligar na loja e solicitar uma memória DDR333 (128mb, 256mb, 512mb, etc). Em grande parte dos computadores, uma memória DDR400 funcionaria da mesma forma. Já uma memória DDR266 ou menor pode gerar certa incompatibilidade e perda de performance.

Sugiro que vocês explorem o Everest, existem inúmeras outras informações sobre seu computador que podem ser relevantes (como por exemplo, se sua placa-mãe possui slot livre para outro pente de memória). Pronto! Agora não é necessário levar o computador para a assistência verificar, basta ligar e pedir a memória correta.