Excel com senha?

A dúvida abaixo veio do Luciano:

“Karlão, como proteger minha planilha Excel com senha para que somente eu possa ler?”

Luciano, o procedimento é simples, vou explicar como isto pode ser feito no Excel 2003 e também no Excel 2007. No velho e bom Excel 2003/XP, com sua planilha aberta, clique em Ferramentas – Opções e em seguida acesse a aba de Segurança. Nesta tela existem duas áreas para cadastrar senha. Você pode cadastrar uma senha para abrir o documento e também para modificar o documento. Também existe a opção de deixar o documento somente como leitura.

No Excel 2007, o procedimento é um pouco diferente. Abra seu documento, clique no ícone do Office no canto esquerdo superior em seguida em Salvar Como. Na nova tela, clique no botão “Ferramentas” no canto inferior esquerdo em seguida em Opções Gerais. Na janelinha que se abre aparecem as mesmas opções da versão anterior do Excel: senha para abrir, senha para modificar e somente leitura.

É importante também lembrar que senhas de arquivos do Office são armazenadas em formato texto simples, existem inúmeros programas na internet que “quebram” estas senhas. Porém, esta proteção não deixa de ser um bom método para a segurança básica do dia a dia.

Copiar e colar eterno?

A dúvida/curiosidade abaixo veio do Sérgio:

“Karlão, se eu copiar um pedaço de texto no Windows, por quanto tempo ele fica armazenado? Posso colar ele daqui uns três dias por exemplo?”

Sérgio a resposta é: depende! Vamos entender o processo de copiar e colar no Windows. Quando você faz uma cópia (crtl+c) de algum texto, imagem, arquivo ou qualquer outro elemento no computador, o Windows armazena esse item em uma zona temporária da memória, chamada Área de Transferência (Clipboard).

Por padrão do Windows, a área de transferência tem capacidade para somente uma única cópia, ou seja, se você copiar um item e em seguida copiar outro (sem colar o anterior), o item inicial será substituido pelo novo item. Porém, se você copiar uma parte de texto do Word (por exemplo) e não copiar nada novamente em seguida, você pode colar (crtl+v) este texto quantas vezes quiser, ou quando quiser, até a área de transferência ser limpa, ou o item substituido por outro.

A área de transferência é limpa somente quando o computador é re-iniciado. Mas você pode fazer esta limpeza manualmente a qualquer momento. No Windows XP, basta executar o aplicativo C:\WINDOWS\system32\clipbrd.exe e limpar o item que está armazenado. Portanto, se você executar crtl+c em um texto, não copiar mais nada em seguida e nem desligar o computador, você pode colar até vários anos depois!

Lembro também, que nem todos os aplicativos utilizam a área de transferência do Windows, alguns tem áreas de transferências próprias, que podem permitir vários itens, tempos diferenciados, etc. O Microsoft Office, por exemplo, é uma aplicação que tem opção de se utilizar uma área de transferência própria, mais avançada que a do Windows.

IAS e ENIAC?

A “dúvida” abaixou veio do Sandro:“Karlão, porque estudar o IAS é fundamental e quais as principais diferenças para o ENIAC?”

Sandro, típica questão de prova de Arquitetura de Computadores né? Espero que seu professor não conheça meu blog. Mas vamos lá. Para quem não sabe, o ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador totalmente eletrônico de alta velocidade, que podia ser programável para realizar cálculos complexos. Mas o ENIAC não se parecia nem de longe com o que temos atualmente, veja só as características do monstro:

  • 17.468 válvulas;
  • 500.000 conexões de solda;
  • 30 toneladas de peso;
  • 180 m² de área construída;
  • 5,5 m de altura;
  • 25 m de comprimento.

Como podem ver, o ENIAC era monstruoso, consequentemente de díficil manutenção e operação, além de possuir uma quantidade enorme de defeitos que tinham que ser reparados todos os dias. Devido a esta complexidade, surgiu-se a necessidade de criar algo novo, foi então que o matemático John von Neumann, definiu um modelo arquitetura de computação (utilizada até hoje) que utiliza uma unidade central de processamento e uma área de armazenamento separada que trata tanto dados quanto instruções, por isto esta arquitetura também é chamada de programa-armazenado (stored-program).

Assim surgiu o IAS, nome dado em homenagem ao Instituto de Estudos Avançados que criou o novo computador. O IAS era um computador eletrônico de programa armazenado, com memória, unidade central de processamento, entradas e saídas (como eu disse anteriormente, modelo utilizado até hoje). Por este motivo é tão importante estudar IAS em arquitetura de computadores.

PDF no Word?

A dúvida abaixo veio da Michelle:

“Karlão, como faço para transformar um arquivo Word em PDF?”

Michelle, sua dúvida é muito boa, fiquei surpreso de ninguém ter me perguntado ainda. O PDF (Portable Document Format) é um formato de arquivos criado pela Adobe com foco principal em segurança (evitar cópias ou modificações), devido a isto, com o passar do tempo, ele passou a ser um dos principais formatos para distribuição de documentos na internet.

Nenhuma versão do Microsoft Word por si só tem opção para salvar o documento em PDF, o novo Office 2007 possui uma opção para salvar em XPS (formato concorrente do PDF, desenvolvido pela Microsoft, mas não muito difundido). Porém, existem algumas formas que você pode usar para gerar arquivos PDF a partir de documentos Word.

Um primeiro método é utilizar programas de conversão, que pegam documentos em diversos formatos (não só .doc) e transformam em PDF. Eu particularmente nunca vi um programa deste funcionar corretamente, a conversão sempre gera problemas com imagens, tabelas, etc. Outro método é utilizar o Adobe Acrobat Professional. Este software possui aplicativos que interagem com o Word, Powerpoint e Excel para permitir que sejam salvos documentos abertos, diretamente em formato PDF. O Acobat Professional, também permite criar PDF’s do zero, utilizando a própria interface do programa. A dificuldade deste software está no alto preço, por isto ainda não é a melhor solução.

Então é impossível? Não, de forma alguma. Existem softwares no mercado, muito simples, mas que funcionam de uma maneira muito inteligente para transformar seus arquivos de Word (e vários outros tipos de arquivos) em PDF. Estes softwares criam uma impressora PDF no seu computador, então basta você mandar imprimir o documento nesta impressora virtual e ele gera o PDF automaticamente para você. Como o formato de impressão é bem mais simplificado e prático, o PDF raramente apresenta erros em imagens e tabelas, pois na realidade não é feito nenhuma conversão e sim uma impressão do documento em um arquivo PDF. Genial né?

O melhor software de impressora PDF é o PDF Creator, desenvolvido por uma comunidade virtual de programadores e o melhor, totalmente gratuito. A instalação é muito simples e a utilização mais fácil ainda. Durante a impressão, o PDF Creator te dá inclusive opções mais avançadas para configurar o PDF a ser criado, como proteger com senha e evitar cópias de texto.

E o inverso é possível? Transformar PDF em DOC é possível sim, com softwares de conversão, mas já vou adiantando que o resultado não é muito satisfatório (assim como DOC em PDF), justamente porque o PDF foi feito para ser um formato seguro e não ser copiado.

Dois monitores?

A dúvida abaixo veio do Pedro Paulo:

“Karlão, tenho duas placas de vídeo no meu computador, como faço para configurar elas para trabalharem com 2 monitores? É possível?”

Pedro, sua dúvida é interessante, raramente vemos este tipo de funcionamento, a não ser em sistemas de CFTV. Porém, é possível sim fazer este tipo de configuração, observando os seguintes pontos:

1) Ambas as placas não podem ser modelos muito antigos, pois algumas placas de vídeo PCI antigas não possuem suporte para trabalhar com outra ao mesmo tempo (algumas onboard também não possuem o recurso).

2) Neste caso não estamos falando de configuração SLI ou Crossfire, aonde as placas são ligadas entre si e conectadas ao computador, e passam a funcionar como uma única placa, porém com a performance duplicada. Para este tipo de configuração, você precisa de placas de vídeo mais modernas, que tenham este suporte e placas-mãe que permitam esta configuração.

3) O ideal neste caso é configurar todo o computador, utilizando somente uma placa de vídeo, e depois colocar a segunda placa e ainda utilizando a saída de vídeo da primeira, instalar os drivers corretos e mais atuais da segunda placa.

4) Também é possível utilizar dois monitores em uma única placa de vídeo (modo mais comum), desde que a mesma possua duas saídas. A maioria dos modelos mais modernos possuem tanto saída RGB quanto saída DVI, neste caso você pode ligar dois monitores normalmente.

Com isto entendido, e com os dois monitores ligados, basta ir nas propriedades de vídeo (Painel de controle – Vídeo) e na aba de Área de trabalho você já verá o desenho dos dois monitores. O Windows permite que você alterne a imagem entre os monitores, mas grande parte dos softwares que acompanham os drivers das placas de vídeo, permitem que você divida a tela, duplique a tela ou alterne a tela.

Restaurar HD?

A dúvida abaixou veio do Igor:

“Karlão, como faço para restaurar os dados de um HD formatado?”

Igor, recuperar dados de discos formatados ou corrompidos é um processo que exige um excelente software, paciência e sorte. Os dados são gravados no disco rígido de forma organizada a princípio, isto é, seguindo uma lógica pré-estabelecida. Para ilustrar isto, vamos supor que os dados são gravados na parte interna do disco rígido, em sequência e ordenados até a borda do disco, quando os dados chegam a borda, o disco esta cheio.

Claro que isto não acontece na prática, pois a todo momento, não só o usuário, mas também o próprio sistema operacional e as aplicações estão criando, lendo, escrevendo e apagando arquivos diversos no disco. Com isto os dados começam a ficar dispostos de forma desorganizada (cada pedaço em um canto dos discos de gravação dentro do seu HD). Algumas pessoas utilizam a desfragmentação para re-organizar os dados em uma sequência lógica, porém, mesmo desfragmentado, os dados podem se apresentar bem espalhados.

Com isto entendido, vamos analisar o processo de formatação. Existe um pequeno setor do seu HD que armazena as informações de particionamento, chamado de MBR (Master Boot Record). Quando um disco é formatado no processo rápido, somente esta tabela de particionamento é zerada, ou seja, os novos arquivos, ou o novo sistema operacional, reconhece que o disco está vazio e começa a escrever dados nele. Porém, os dados antigos, ainda permanecem alocados (apesar de “camuflados”) e o novo sistema operacional irá começar a escrever por cima deles.

Como estes novos dados vão ser escritos de uma forma ordenada, diferente do que estava anteriormente, possívelmente algumas áreas do disco (apesar de reconhecidas como vazias) vão conter resquísios dos arquivos antigos. O que muitos softwares de recuperação de dados fazem, é usar desta questão técnica para recuperar os dados antigos camuflados.

Porém, ao contrário da formatação rápida (mais comum), existe a formatação completa, neste caso, além de zerar a MBR, o aplicativo de formatação, zera bit a bit todos os setores do disco, limpando qualquer resquísio de dados antigos. O mais incrível é que mesmo neste modo de formatação, softwares de recuperação de dados ainda conseguem achar pedaços de arquivos antigos e muitas vezes até recuperar alguns, porém, neste caso, é bem mais complicado de você ter sucesso.

Então, quando eu digo sorte, é justamente com relação ao novo arquivo, não ser gravado no mesmo local que estava um arquivo antigo que você queria recuperar. Como a disposição de dados e gravação em disco não é algo muito simples de explicar e entender (principalmente com o grande volume dos HD’s atuais), então você precisa sim, de sorte.

Se quiser tentar a sorte, existe um software muito bom de recuperação de dados da empresa Ontrack, chamado EasyRecovery Professional. Em muitos casos este aplicativo me salvou de enrascadas com arquivos e HD’s perdidos, você pode usar a versão Trial para testar se o mesmo vai encontrar os arquivos que você perdeu com a formatação. Lembre-se, o processo é sempre muito demorado, principalmente se o disco for grande, então, tenha paciência.

Borland Delphi?

A dúvida abaixo veio do Albuino:

“Karlão, o nome certo do programa é Borland em Delphi ou isto é o nome de um programa que pode ser aberto em Delphi?”

Albuino, acredito que você esta fazendo uma certa confusão com os nomes. Borland é o nome de uma empresa, especializada em aplicativos de desenvolvimento, que dentre sua gama de produtos, possui um software chamado Delphi 2006 (última versão).

Como você deve saber o Delphi 2006 é a interface gráfica e o compilador utilizado para programar em linguagem Delphi. Portanto, Borland Delphi 2006 ou Borland Delphi pode se referir ao software Delphi ou até mesmo a linguagem de programação Delphi.

Excel x Argox?

A dúvida abaixo veio da Cristiane:

“Karlão, preciso exportar um arquivo Excel para uma impressora Argox que imprime códigos de barra, como faço?”

Cristiane, conheço pouco sobre impressoras Argox, mas talvez podemos tratar seu problema de uma forma padronizada. Todo arquivo de tabelas do excel, pode ser exportado em um formato chamado CSV (Comma-Separated Values), ou seja, valores separados por vírgula. O formato CSV é um formato padronizado de exportação e importação de dados entre aplicativos. Possivelmente as ferramentas da impressora Argox possuem uma forma de importar arquivos em CSV.

Para salvar em CSV no Excel, abra seu arquivo e vá em “Salvar Como”. Em seguida selecione o formato CSV e pronto. O Excel irá apresentar algumas mensagens informativas, visto que o CSV é um formato muito mais limitado que o formato XLS do Excel. Você pode utilizar também um software chamado Argobar Lite que é próprio para impressoras Argox e que permite manipular etiquetas de diversas formas, inclusive através dados variáveis.

Data do horário de verão?

A dúvida abaixo veio da Larissa:

“Karlão, como funciona o horário de verão e quando se inicia o próximo?”

Larissa, sua dúvida não tem muito a ver com tecnologia, mas está diretamente relacionada a várias questões do dia a dia da informática. Como informei neste post anterior sobre o assunto, o horário de verão é definido pelo governo federal, baseado em estudos realizados pelas companhias elétricas do país e também por questões políticas (como por exemplo as eleições). Neste estudo é definido a data de ínicio e fim, com o intuito de reduzir de forma ideal o consumo de energia elétrica.

Especificamente neste ano de 2008, o horário de verão não foi definido, mas o governo federal estima uma redução de 4% a 5% no consumo durante o período que os relógios ficam adiantados em 1 hora.

Wireless via pc-card?

A dúvida abaixo veio do Edson:

“Karlão, meu amigo tem um notebook antigo sem wireless e com problemas na conexão USB. Posso usar aqueles cartões (pc-card) para conectar a internet sem fio?”

Edson a resposta é sim. Os PC-Card’s (antigamente conhecidos como cartões PCMCIA e hoje substituidos pelos Express Card’s) foram acessórios muito utilizados em notebooks ao redor do mundo. Estes “módulos” adicionais tinham diversas funções, como modem, placa de rede, memória adicional, placa sem fio, disco externo, dentre outras.

Em uma época aonde os notebooks não eram tão completos e os acessórios não eram tão integrados, os pc-cards faziam a festa. Inclusive a maioria dos notebooks hoje, continuam saindo de fábrica com 1 ou 2 slots para conexão de Express Card’s. Existem no mercado diversos fabricantes de equipamentos wireless que disponibilizam uma versão em formato Express Card para a conexão.

Os PC-Cards são equipamentos plug and play, fáceis de instalar e utilizar, funcionam praticamente como uma conexão USB. Dois exemplos são o D-Link WNA-1330 e o Linksys WPC54G. Ambos os modelos são razoavelmente tranquilos de encontrar em lojas on-line.